Eis o porquê de querermos e merecermos mais!

A Petrobrás apresentou no primeiro semestre do ano o melhor desempenho relativo entre as petroleiras do mundo e o maior lucro entre as empresas produtivas das Américas, onde no ano passado já havia sido ranqueada entre as cinco mais lucrativas do continente. Quando a comparação é feita em nível mundial, ela também merece destaque: é a oitava maior empresa de capital aberto e a quarta companhia mais admirada no mundo. Não é a toa que a Petrobrás é considerada uma das cinco empresas de maior futuro no planeta. Se lá fora a Petrobrás é tida como uma gigante do setor, aqui no Brasil seu papel estratégico é ainda maior. Tanto que a empresa tem sido fundamental na redução dos efeitos da crise internacional na economia do país. A Petrobrás é responsável por 10% do PIB brasileiro e responde por
23% da produção mundial de petróleo em águas profundas. A estimativa é de que sua produção de petróleo cresça mais 50% até 2013. Para chegar a esses resultados, a empresa investe, em média, US$ 100 milhões por dia! Os petroleiros, próprios e terceirizados, são os principais responsáveis por toda essa grandiosidade e pelos seguidos recordes de produção e crescimento da Petrobrás, fazendo dela a principal indutora do desenvolvimento nacional. Uma empresa deste porte tem que garantir condições decentes de trabalho e salários dignos, compatíveis com a importância e a contribuição dos trabalhadores para o seu fortalecimento e expansão. Somente investindo na força de trabalho é que a Petrobrás continuará alavancando a economia do país e gerando empregos e recursos para a nação. E não cabe utilizar o discurso de que a Crise Mundial inviabiliza esses avanços, pois como bem disse o Diretor Financeiro da Petrobrás, Guilherme Barbassa:

“Acho que a  petrobrás ganhou com a crise…”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u624225.shtml

2 Responses to “Eis o porquê de querermos e merecermos mais!”


  1. 1 Sylar outubro 2, 2009 às 1:30 am

    O que me deixa mais indignado, não é nem a parte econômica, mas sim a de benefícios (lembrando que este é o último ano de ACT com cláusulas sociais do governo lula).

    O pior é que a proposta da empresa veio para diminuir os benefícios, manter a AMS por exemplo, após a aposentadoria já era condionado ao convênio Petrobrás/INSS mas carência nunca houve. A empresa fez uma proposta de instituir uma carência que nunca existiu.
    Em vez de restringir ou piorar os benefícios, ela devia se preocupar em ampliar, ou no mínimo fazer uma isonomia de direitos, como a AMS para os pais nos mesmos moldes que os antigos podiam incluir seus pais até 1997 e permanecem com o direito.

  2. 2 Cleiton de Oliveira Bastos setembro 30, 2009 às 9:15 pm

    Muito bom texto, e excelente frase do Senhor Guilherme Barbassa “Acho que a Petrobrás ganhou com a crise…”. Infelizmente este ganho obtido com sacrifício dos trabalhadores nunca foi e nem está sendo reconhecido, pelo contrário, gerentes, diretores e conselheiros passeando pra todo o lado e a FORÇA DE TRABALHO se desdobrando a cumprir metas e prazos sem o mínimo de recursos disponíveis.
    E na hora de dividir o bolo “créu”, agora querem nos fazer dançar novamente… e “créu na gente”.
    VAMOS A LUTA CAMARADAS!!!


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s





 

Este é um espaço reservado para denúncias de práticas antissindicais, assédios e ataques a direitos.

JP no Twitter

Estatísticas

  • 142,711 hits

%d blogueiros gostam disto: