Redes Sociais e Ciberativismo para a militância

Em Seminário, debatedores destacam importância do ativismo na internet como forma de contrapor o monopólio da opinião pública

Na tarde desta quarta-feira (18) aconteceu durante o Seminário sobre Uso Político das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação pela Juventude Sindical um debate sobre Redes Sociais e Ciberativismo. A atividade é organizada pelas secretarias de Comunicação, Formação e Juventude da CUT em parceria com o Instituto Observatório Social.

O Ciberativismo é uma forma de ativismo inserido por meios eletrônicos como contraposição ao monopólio da opinião pública, buscando mais liberdade e mobilização com o objetivo de causar impacto ou apenas uma forma de expressar opiniões.

A última pesquisa do Comitê Gestor da Internet mostrou que 70 milhões de brasileiros utilizam o computador e 63 milhões têm habilidades para acessar a internet. Destes, 67% participam das redes sociais e 15% atualizam blogs e sites.

Para o professor da Universidade Federal do ABC, Sérgio Amadeu, estes números derrubam o mito em relação a internet e mostram que as pessoas não se isolaram, já que mais da metade dos que usam a internet estão conectados as rede sociais.

Com este panorama, destaca Amadeu, a CUT possui uma grande oportunidade para unificar milhões de pessoas em uma rede social. “O alcance é enorme. A pergunta que fica é porque os sindicatos não mobilizam suas bases via internet, além dos meios tradicionais? Temos que criar formas de interação e participação com base na internet, impactando diretamente na atividade sindical de todos e todas.”

Já o editor da Revista Fórum, Renato Rovai, aponta mudanças construtivas na política relativas às novas tecnologias. Ele acredita que a mídia reacionária ligada a antiga lógica de produção verticalizada está fadada ao fracasso graças a internet e as novas mídias, pautada pela horizontalidade, pelo compartilhamento e pelo livre acesso. “Hoje você tem uma multiplicidade de informações. Exemplo foi o caso da bolinha do papel de Serra. Versões políticas divulgadas pela mídia foram em pouco tempo derrubadas por um movimento ativista na internet.”

Para o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Henrique Antoun, no cenário de crescimento da internet e de convergência, cada vez mais a comunicação mediada pela internet vai ser levada para outros espaços e difundidas numa rede compartilhada, criando mecanismos efetivos de mobilização.

O integrante do Grupo Teatro Mágico, Fernando Anitelli, falou sobre a importância da internet como plataforma capaz de quebrar o monopólio da comunicação. Com essa nova realidade, atenta Anitelli, começam a aparecer ações como a patrocinada pelo senador Eduardo Azeredo de tentar censurar a Internet. O Projeto de Lei (PL) 84/99, mais conhecido com AI 5 Digital, permite violar os direitos civis, transfere para a sociedade a responsabilidade sobre a segurança na internet que deveria ser das empresas e ataca a inclusão digital.

“Em um dos nos shows, pedi para que o pessoal twittaçe em protesto ao AI 5 digital. Foram duas mil pessoas mobilizadas, o que virou um grande twittaço. Em uma outra ação, gravamos um mega não e mandamos para o email do Azeredo. O projeto vem avançando no Congresso Nacional e neste momento, é importantíssimo a gente se movimentar para evitar o retrocesso.”

Fonte: CUT NACIONAL

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