Após mais uma morte no Sistema Petrobrás, trabalhadores protestam contra insegurança nas refinarias e plataformas

Para exigir um basta aos acidentes no Sistema Petrobrás, a FUP e seus sindicatos convocam os petroleiros a intensificarem a  luta por condições seguras de trabalho e em solidariedade aos familiares dos trabalhadores mortos no último dia 06. O indicativo da Federação é de que sejam realizados atos, protestos e atrasos no início do expediente, envolvendo trabalhadores próprios e contratados nas mobilizações.

No Sindipetro Amazonas, as mobilizações foram realizadas pela manhã desta segunda-feira, 11, e contou com a adesão dos trabalhadores, apesar da chuva forte que caiu sobre Manaus. Nas bases do Sindipetro Paraná/Santa Catarina, serão realizados atos e protestos no início do expediente desta terça-feira, 12. No estado de São Paulo, o Sindipetro Unificado realiza mobilizações na quarta-feira, 13.

Na Bahia, a mobilização aconteceu na quinta-feira, 07, dia seguinte à morte do petroleiro que se acidentou na Fafen-BA. Ednaldo Barros da Silva, 28 anos, da empresa MSC, caiu de uma altura de mais de 50 metros, quando executava uma ordem de serviço na torre de granulação de uréia. O acidente aconteceu no último dia 06, na Fafen-BA, emsmo dia em que Almir Santana Bispo, 52 anos, funcionário da Modec, sofreu um “mal súbito” quando realizava uma operação a bordo do navio sonda FPSO Cidade do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos.

Duas histórias de vidas e de mortes que estão diretamente relacionadas ao ambiente e às condições de trabalho. Ambos perderam suas vidas para que os gestores de uma das maiores empresas petrolíferas do planeta pudessem cumprir suas metas de produção. Uma realidade cruel que se perpetua em todo o Sistema Petrobrás, aumentando, ano após ano, o número de trabalhadores doentes, mutilados e mortos.

Nos últimos 15 anos, 290 vidas foram consumidas em acidentes de trabalho na Petrobrás. Mais de 80% das vítimas (233) eram trabalhadores terceirizados. Um número estarrecedor, mas sem grandes impactos sobre os gestores da empresa, que continuam resistentes às reivindicações da FUP e de seus sindicatos e nada fazem de concreto para impedir a continuidade desta matança. Apesar dos fartos discursos de responsabilidade social, os gestores da Petrobrás terceirizam riscos, desrespeitam acordos, precarizam condições de trabalho, reduzem custos com segurança, entre outros absurdos. É cada vez mais urgente que os petroleiros denunciem estas situações e se mobilizem, cobrando condições de trabalho dignas, que lhes assegurem o direito de voltarem vivos para casa.

 

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