Junto com movimentos sociais, Lula propõe plenária sobre reforma política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta sexta-feira (27), em São Paulo, representantes das seis centrais sindicais para conversar a respeito de reforma política. Ao final do encontro, ficou acertada a organização de uma grande plenária nacional, com a participação de partidos políticos, movimento sindical e outros movimentos sociais, com a finalidade de unificar a luta em torno das bandeiras consensuais em torno da reforma.

Por Fernando Damasceno, no Portal CTB

Para Lula, o tema é algo de importância nacional e cabe às forças da sociedade civil apresentar propostas que tenham por finalidade ampliar a democracia no país. “Sem a participação da sociedade não teremos êxito em qualquer avanço da reforma política”, afirmou, diante dos sindicalistas.

Representaram a CTB na reunião o presidente Wagner Gomes, o vice-presidente Nivaldo Santana e o secretário de Política Sindical, Joílson Cardoso. Todos eles definiram a reunião desta sexta-feira como altamente positiva. “Certamente participaremos desse esforço. Podemos fazer dessa plenária algo semelhante ao que fizemos na Conclat, em 2010”, disse Wagner.

Lula fez questão de frisar a importância de articular uma reforma que fortaleça os partidos políticos. Para isso, ele entende que o apoio e a participação das centrais são fundamentais. “O movimento sindical brasileiro tem uma força que provavelmente não existe em nenhum outro lugar do mundo. As centrais são um setor com toda a legitimidade para apresentar propostas e participar ativamente nesse processo”, sustentou o ex-presidente da República.

Articulação adiantada

Ao longo dos últimos meses, já ocorreram sete encontros entre fundações de partidos, movimentos sociais e centrais sindicais, ocasiões em que a CTB sempre esteve presente. Dessas reuniões, já saíram pontos de consenso para uma proposta unitária de reforma política, entre eles a necessidade de o país contar com o financiamento público de campanha, com o voto em lista pré-ordenada para o Legislativo, a fidelidade partidária, o voto obrigatório, menos entraves para a democracia participativa e a contrariedade ao chamado voto distrital.

Para Nivaldo Santana, há, de fato, entre essas propostas, algumas que conseguem unificar os partidos progressistas, boa parte dos movimentos sindicais e as centrais. “A proposta de se realizar uma plenária será importante para nos focarmos naquilo que já temos consenso”, afirmou o vice-presidente da CTB. Lula complementou: “É preciso superar as diferenças para enfrentar o que é antagônico”.

Joílson Cardoso tem sido o dirigente da CTB mais atuante nos fóruns de debate sobre reforma política. Durante a reunião desta sexta-feira, ele lembrou que a Central participa da Frente Parlamentar que trata desse tema no Congresso e defendeu a necessidade de dialogar com um público mais amplo. “Temos que fazer esse tema chegar a toda sociedade, mostrar a importância do financiamento público como instrumento de ampliação da democracia, para garantir a participação popular”, afirmou.

Para Lula, a realização da plenária tem exatamente essa função. “Já temos material para nos reunirmos. Vamos mostrar à sociedade o que nos une e discutir as divergências. Temos que ter clareza que certos temas não serão populares, mas cabe a nós colocar isso em pauta”, finalizou.

Fonte: Vermelho

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