Arquivo para agosto \23\UTC 2011

TV dos Trabalhadores completa um ano com programação especial, nesta terça, 23

A TVT, primeira emissora de televisão outorgada a um sindicato de trabalhadores no Brasil, comemora um ano no ar nesta terça-feira (23). Uma programação especial foi montada para comemorar a data, com edições de todos as atrações da grade. A sequência terá duas horas e vai ao ar a partir das 19h.

Desde 23 de agosto de 2010, a TVT opera como emissora educativa. De segunda a sexta-feira, A TVT exibe uma hora e meia de produção própria. No restante do dia, vai ao ar o conteúdo da TV Brasil.

Nesta terça, além da exibição do Seu Jornal, às 19h, com uma retrospectiva do período, cada um dos programas seguintes terá uma edição mais curta, sempre ao vivo e com retransmissão simultânea pela Rede Brasil Atual.

Trabalhadores que assistem à TVT falarão de sua participação no conteúdo da emissora no Bom Para Todos. Em São Paulo, o Clique Ligue reunirá blogueiros que lutam pela democratização da comunicação e que ajudam a fazer a programação da TVT.

O Memória e Contexto contará a história da TVT. Da edição do Melhor e Mais Justo, participam personalidades que estiveram presentes na história da emissora. O ABCD em Revista resgata dois momentos do programa.

Fonte: Rede Brasil Atual

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Sindipetro NF fez diversos relatos sobre insegurança aérea na Bacia de Campos

Notícias recentes do site do NF sobre insegurança aérea

19 de agosto de 2011 – Aeronave com quatro trabalhadores está desaparecida na Bacia de Campos
15 de agosto de 2011 – Caos Aéreo: Sindicato divulga nota responsabilizando a Petrobrás
9 de agosto de 2011 – Caos aéreo na Bacia de Campos prejudica embarques e desembarques dos trabalhadores
1 de agosto de 2011 – Voo que sobra para pelego falta para cipista na P-40
25 de julho de 2011 – Sinal de limalha faz aeronave pernoitar em P-33
21 de julho de 2011 – Decolagem cancelada causa apreensão em Cabo Frio
19 de julho de 2011 – Aeronave que fez pouso perigoso em P-27 retorna à base
18 de julho de 2011 – Petroleiros relatam pouso perigoso em P-27
23 de junho de 2011 – Trabalhadores informaram ao sindicato que dois voos foram abortados em Macaé
3 de abril de 2011 – Aeronave cargueiro da OMNI apresenta pane na heliponto da P-18
10 de fevereiro de 2011 – Alarme de limalha provoca cancelamento de voo na P-31
18 de dezembro de 2010 – Mais um susto em voo para a P-53
2 de setembro de 2010 – Heliponto de P-10 é interditado por causa de um incêndio a bordo
28 de agosto de 2010 – Mais uma interdição de heliponto na Bacia de Campos
22 de julho de 2010 – Sindicato recebe mais informações sobre a interdição do heliponto da P-37
22 de julho de 2010 – Marinha interdita heliponto em P-37
10 de junho de 2010 – Em um só dia, 4 ocorrências no Farol
7 de junho de 2010 – Helicóptero precisa retornar após decolagem
29 de dezembro de 2009 – Momentos de tensão em voo para P-17
12 de dezembro de 2009 – Petroleiros de PCP-1 usam direito de recusa e não embarcam após atraso em voo
10 de dezembro de 2009 – Aeronave da Aeróleo apresenta problemas duas vezes na mesma semana
8 de dezembro de 2009 – Duas ocorrências com aeronaves alertam sobre insegurança na Bacia de Campos

Somente em agosto, oito trabalhadores morreram a serviço da Petrobrás

Somente em agosto, oito trabalhadores morreram em acidentes de trabalho na Petrobrás. Uma das ocorrências foi na refinaria de Bahía Blanca, na Argentina. Todos os trabalhadores eram prestadores de serviço. Desde o início do ano, já chegam a 11 as vítimas de acidentes de trabalho na estatal. Todas as ocorrências envolvendo trabalhadores terceirizados. Um número alarmante que reflete a insegurança crônica no Sistema Petrobrás, fruto da ineficiência e autoritarismo de uma gestão de SMS que se preocupa muito mais com a produção e os lucros do que em zelar pela vida e saúde dos trabalhadores.

Estado de greve continua: FUP indica paralisação de 24h nesta quinta-feira!

Além das mortes na Bacia de Campos, o final de semana também foi marcado pela morte de um trabalhador terceirizado no Rio Grande do Norte. O operador de máquinas Márcio José da Silva do Vale, 23 anos, solteiro, contratado pela CM Construções, foi esmagado por uma motoniveladora, no campo de produção terrestre de Estreito, no Rio Grande do Norte.

A FUP convoca novamente a categoria a se manifestar contra a política autoritária de SMS, que mata e mutila os petroleiros. O indicativo é de paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira, 25, com participação de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados.

Queda de helicóptero na Bacia de Campos mata 4 trabalhadores e confirma previsão da FUP e Sindipetro NF

Na última sexta-feira, 19, o que era previsto aconteceu. Um grave acidente aéreo na Bacia de Campos, envolvendo trabalhadores da Petrobrás.

Por volta das 17h, um helicóptero da Senior Táxi Aéreo caiu no mar, ao tentar fazer um pouso de emergência. Quatro trabalhadores estavam a bordo: o piloto Rommel Oliveira Garcia; o copiloto, Lauro Pinto Haytzann; Ricardo Leal de Oliveira, auxiliar técnico de planejamento da empresa Engevix;  e João Carlos Pereira da Silva, técnico de inspeção da empresa Brasitest. Eles deixaram a plataforma P-65 e seguiam em direção ao aeroporto de Macaé, quando o acidente ocorreu. Após buscas que começaram na sexta-feira e prosseguiram até a madrugada de domingo, os corpos foram localizados no fundo do mar, a 99 metros de profundidade e a 100 km da costa.

Este foi o quarto acidente fatal nos últimos anos com aeronaves contratadas pela Petrobrás na Bacia de Campos. Em fevereiro de 2008, um helicóptero da empresa BHS caiu no mar, matando cinco pessoas e ferindo outras 15. Em julho de 2004, um helicóptero da mesma empresa, com 11 trabalhadores a bordo, também caiu no mar. Somente cinco sobreviveram. No ano anterior, outro acidente com uma aeronave da BHS já havia causado a morte de cinco trabalhadores.

Apesar do acidente ter ocorrido em meio a uma série de denúncias da FUP e do Sindipetro NF, sobre o caos aéreo que assola  a Bacia de Campos, a categoria petroleira encontra-se de luto e em estado de choque pela perda de mais 4 trabalhadores prestadores de serviço do Sistema Petrobrás.

Petroleiros indignados!

Após o encerramento das buscas dos corpos das vítimas, anunciado pela Petrobrás na manhã deste domingo, 21, o Sindipetro NF indicou para toda categoria petroleira da região a realização de uma greve de 24 horas, que foi aprovada em assembléias pelos trabalhadores. O movimento começou à 0h desta segunda, em 12 plataformas e prosseguiu até às 3h, quando a diretoria do sindicato decidiu suspender a parada de produção, devido ao quadro de adesões à greve.

O sindicato avaliou que a continuação da greve não seria a decisão mais responsável, já que do contrário, os trabalhadores das 12 plataformas  que iniciaram a paralisação, seriam expostos.

“Estas unidades, apesar de muito representativas, estariam sendo penalizadas por uma luta que é de todos”, afirmou o Coordenador Geral do Sindipetro NF, José Maria Rangel.

Ele destacou que o movimento, mesmo com a suspensão, pode ser considerado vitorioso por ter pautado o tema da segurança na agenda dos gerentes da Petrobrás e por ter aberto uma nova frente de luta contra a insegurança.

“Demos um primeiro passo em uma luta muito árdua, sabíamos que não ia ser fácil. Mas que fique claro que este movimento de hoje é um marco. Toda vez que houver uma morte por acidente no trabalho na Bacia de Campos o sindicato vai chamar a categoria a deliberar sobre a realização de uma greve com parada de produção. Não vamos mais suportar ficar apenas chorando pelos companheiros que se foram”, avisou o sindicalista.

Rangel parabenizou os trabalhadores que aprovaram a realização da greve, especialmente das unidades que iniciaram o movimento, e afirmou que “eles podem retornar ao trabalho de cabeça erguida” porque cumpriram com o dever de lutar pela vida.

Ele, no entanto, também voltou a chamar à reflexão os trabalhadores que foram contrários ao indicativo de greve, lembrando que muitos ainda não se deram conta da gravidade do momento da Bacia de Campos em relação à insegurança nas áreas operacionais e nos voos.

Veja as plataformas que aderiram ao movimento:  PGP-1, PRA-1, PPG-1, PNA-2, PVM-2, P-08, P-18, P-20, P-32, P-38, P-40 e P-48. 

 Com informações do Sindipetro NF

Loucos para entregar o nosso petróleo? Leia o artigo sobre a tentativa da ANP de realizar nova rodada de licitação de blocos petrolíferos

Por Fernando Brito do Blog Projeto Nacional

O velho Brizola dizia que as agências reguladoras criadas por Fernando Henrique era como um menino rodando uma marimba – para quem não sabe, marimba é aquela linha com um pedra amarrada na ponta . Só que o menino é franzino e a pedra, enorme. E aí, é a pedra que roda o menino.

É assim no caso da ANP. Com as devidas ressalvas em relação a seu corpo técnico, o espírito político da autarquia foi “possuído” pelas grandes petroleiras de quem ela, como o menino, acaba entrando em órbita. E o pensamento de lucro rápido, que é natural nas empresas, mas não numa instituição pública, “toma conta deste corpo que não lhe pertence”.

Hoje, no jornal O Globo, o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Helder Queiroz diz que tanto a agência reguladora como as empresas estão “loucas” pela realização da rodada de novas concessões, que a Presidenta Dilma, felizmente, segurou.

A turma da ANP, que sai em dezembro, deve mesmo estar louca. Com a descoberta do pré-sal, Lula e Dilma disseram: “opa, muita calma nessa hora”. Claro, se temos um mar de petróleo na nossa costa – dentro e fora do pré-sal, como são as áreas desta rodada tão ansiada pela ANP – não podemos sair entregando a qualquer um, a qualquer preço, como quem está morto de fome.

Ainda mais que a grande empresa nacional, a Petrobras, está diante de imensos desafios e compromissos para extrair aquilo que já foi descoberto e refinar em quantidade suficiente para acabar com a nossa necessidade de importação de derivados. E mais ainda com os sinais de agravamento da crise mundial, que espalhou pelo mundo lobos de capital salivando por oportunidades.

Mas o Dr. Hélder, que se confessa tão louco quanto as petroleiras para fazer logo a licitação, nem liga. Diz que não, que a ANP fez a segunda rodada de licitações – no governo FHC – e que correu tudo bem.

“A indústria de petróleo trabalha sempre com o longo prazo. Quando teve a primeira rodada da agência, o preço do petróleo tinha caído para US$ 11, e todo mundo falava em adiar a rodada.

A agência acabou fazendo. Em 2000, o preço do petróleo também estava baixo, e teve a rodada de Tupi. Então, o ciclo desde o leilão até a entrada em produção é muito longo”.

Na “rodada de Tupi”,, Dr. Hélder, a sua agência colocou como valor mínimo para o Bloco BM-S-11, onde hoje é o megacampo de Tupi (estimado entre cinco e oito bilhões de petróleo de alta qualidade) a quantia de R$ 300 mil. O senhor esqueceu? Pode ir conferir lá no documento oficial da ANP, nas páginas 24 e 33, que a gente já reproduz aqui para facilitar.

E o poço saiu, com o ágio obtido no leilão, a R$ 15 milhões. Graças a Deus (e ao conhecimento técnico da empresa) a Petrobras ficou com 65% da área. BG Group (25%) e Galp Energia (10%) ficaram com o resto.

É só fazer a conta: R$ 15 milhões, divididos por 5 bilhões de barris, dá três milésimos de centavo (R$ 0,0003) como valor de bônus de assinatura.

Que as petroleiras estejam loucas po um negócio assim, é compreensível. Mas que a ANP, que deveria cuidar dos interesses do país, esteja “louquinha” para fazer o leilão até o fim do ano, quando muda sua direção, é algo que não dá para compreender.

Governo não ouve as organizações sociais na construção do PNBL!

A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) criticou o anúncio recentemente feito pelo governo do acordo com as empresas de telecomunicação para a instauração do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Para ela, a única solução para tentar reverter o cenário “decepcionante” é a “forte pressão da sociedade civil organizada e mobilizada”.

A deputada, que também é coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão, foi uma das convidadas do ato “Banda Larga é um direito seu!”, realizado na segunda-feira (15) em São Paulo, que contou com a participação do também deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e de diversos movimentos sociais que lutam pela internet livre, além de blogueiros.

O evento teve ares de reivindicação por uma conexão rápida e de qualidade, sem limitações de uso, além de obrigatoriamente conter metas de universalização do serviço. Muito diferente, portanto, do plano apresentado pelo Ministério das Comunicações, que prevê internet a uma velocidade nominal de 1 megabit por segundo, ao custo de R$ 35 mensais.

Sem alimentar falsas esperanças, Erundina afirmou não acreditar em um envolvimento efetivo do poder público em torno da causa. “Não tenho ilusões quanto aos parlamentares e aos partidos, não somos maioria nessa causa para fazer o enfrentamento com o governo. O único caminho é uma forte ação política da sociedade e dos movimentos sociais junto a alguns parlamentares para tentar sensibilizar o governo para a necessidade de dialogar com a sociedade sobre o tema”, afirmou a deputada.

Rosane Bertotti, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e da Secretaria de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), criticou a postura do governo por não ter ouvido as organizações sociais na construção do PNBL. Ela ressaltou pontos importantes que foram deixados de lado no acordo do governo com as teles.

“O Plano Nacional de Banda Larga deixa muito a desejar no que diz respeito à qualidade, ao baixo limite, a falta de controle público para garantir o acesso àquilo que é comprado. Há ainda a questão da internet no campo, que só será viabilizada daqui a cinco anos”, criticou. Segundo ela, a CUT enxerga a banda larga como central tanto no âmbito da comunicação como do desenvolvimento comercial, político e industrial do país.

João Brant, do coletivo Intervozes, afirmou que o termo de compromisso do governo com as teles está sustentado na lógica de serviços privados, bem diferente do que deveria ser. Ele pediu o reconhecimento da internet como um serviço público – atualmente, as concessões do serviço de comunicação de internet em alta velocidade são promovidas em regime privado, sem metas de universalização. “É necessário investir na Telebrás, para tirar as empresas privadas da situação de conforto que elas estão”, cobrou.

No plano anunciado em 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, havia a expectativa de que a estatal ofereceria acesso à internet “na ponta”, aos consumidores finais, em cidades nas quais a iniciativa privada não conseguissem garantir a qualidade e as condições defendidas pelo governo. Atualmente, na definição do Ministério das Comunicações, a Telebrás fará apenas a coordenação do uso de redes de fibra ótica, gerenciando sua oferta às teles.

O blogueiro e jornalista Altamiro Borges pediu unidade dos movimentos sociais em torno da campanha “Banda Larga é um direito seu!”, e cobrou maior mobilização dos ativistas. “Deveríamos pensar em mais ações de rua, seja em Brasília, seja em São Paulo. Precisamos de ações criativas que exijam o aperfeiçoamento desse plano.”

Ao fim, Rosane Bertotti se comprometeu, na condição de coordenadora da CMS, a viabilizar ações práticas para reverter a realidade do acordo entre governo e as teles. “A coordenação irá reafirmar o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff, além de articular um ato no Congresso, e diversos outros, na rua. Iremos também propor atividades nas escolas e universidades para massificar o debate, e continuar com atos digitais nas redes sociais e manifestos”, avisou.

Fonte: Rede Brasil Atual



 

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