Queda de helicóptero na Bacia de Campos mata 4 trabalhadores e confirma previsão da FUP e Sindipetro NF

Na última sexta-feira, 19, o que era previsto aconteceu. Um grave acidente aéreo na Bacia de Campos, envolvendo trabalhadores da Petrobrás.

Por volta das 17h, um helicóptero da Senior Táxi Aéreo caiu no mar, ao tentar fazer um pouso de emergência. Quatro trabalhadores estavam a bordo: o piloto Rommel Oliveira Garcia; o copiloto, Lauro Pinto Haytzann; Ricardo Leal de Oliveira, auxiliar técnico de planejamento da empresa Engevix;  e João Carlos Pereira da Silva, técnico de inspeção da empresa Brasitest. Eles deixaram a plataforma P-65 e seguiam em direção ao aeroporto de Macaé, quando o acidente ocorreu. Após buscas que começaram na sexta-feira e prosseguiram até a madrugada de domingo, os corpos foram localizados no fundo do mar, a 99 metros de profundidade e a 100 km da costa.

Este foi o quarto acidente fatal nos últimos anos com aeronaves contratadas pela Petrobrás na Bacia de Campos. Em fevereiro de 2008, um helicóptero da empresa BHS caiu no mar, matando cinco pessoas e ferindo outras 15. Em julho de 2004, um helicóptero da mesma empresa, com 11 trabalhadores a bordo, também caiu no mar. Somente cinco sobreviveram. No ano anterior, outro acidente com uma aeronave da BHS já havia causado a morte de cinco trabalhadores.

Apesar do acidente ter ocorrido em meio a uma série de denúncias da FUP e do Sindipetro NF, sobre o caos aéreo que assola  a Bacia de Campos, a categoria petroleira encontra-se de luto e em estado de choque pela perda de mais 4 trabalhadores prestadores de serviço do Sistema Petrobrás.

Petroleiros indignados!

Após o encerramento das buscas dos corpos das vítimas, anunciado pela Petrobrás na manhã deste domingo, 21, o Sindipetro NF indicou para toda categoria petroleira da região a realização de uma greve de 24 horas, que foi aprovada em assembléias pelos trabalhadores. O movimento começou à 0h desta segunda, em 12 plataformas e prosseguiu até às 3h, quando a diretoria do sindicato decidiu suspender a parada de produção, devido ao quadro de adesões à greve.

O sindicato avaliou que a continuação da greve não seria a decisão mais responsável, já que do contrário, os trabalhadores das 12 plataformas  que iniciaram a paralisação, seriam expostos.

“Estas unidades, apesar de muito representativas, estariam sendo penalizadas por uma luta que é de todos”, afirmou o Coordenador Geral do Sindipetro NF, José Maria Rangel.

Ele destacou que o movimento, mesmo com a suspensão, pode ser considerado vitorioso por ter pautado o tema da segurança na agenda dos gerentes da Petrobrás e por ter aberto uma nova frente de luta contra a insegurança.

“Demos um primeiro passo em uma luta muito árdua, sabíamos que não ia ser fácil. Mas que fique claro que este movimento de hoje é um marco. Toda vez que houver uma morte por acidente no trabalho na Bacia de Campos o sindicato vai chamar a categoria a deliberar sobre a realização de uma greve com parada de produção. Não vamos mais suportar ficar apenas chorando pelos companheiros que se foram”, avisou o sindicalista.

Rangel parabenizou os trabalhadores que aprovaram a realização da greve, especialmente das unidades que iniciaram o movimento, e afirmou que “eles podem retornar ao trabalho de cabeça erguida” porque cumpriram com o dever de lutar pela vida.

Ele, no entanto, também voltou a chamar à reflexão os trabalhadores que foram contrários ao indicativo de greve, lembrando que muitos ainda não se deram conta da gravidade do momento da Bacia de Campos em relação à insegurança nas áreas operacionais e nos voos.

Veja as plataformas que aderiram ao movimento:  PGP-1, PRA-1, PPG-1, PNA-2, PVM-2, P-08, P-18, P-20, P-32, P-38, P-40 e P-48. 

 Com informações do Sindipetro NF
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1 Response to “Queda de helicóptero na Bacia de Campos mata 4 trabalhadores e confirma previsão da FUP e Sindipetro NF”


  1. 1 Daniel de Oliveira setembro 3, 2011 às 7:30 pm

    É uma vergonha!!!!! só quem trabalha embarcado, tem a verdadeira noção do caus em que se encontram os aeroportos e aeronaves que esses trabalhadores enfrentam a cada embarque. Farol de São tomé, Macaé, Cabo Frio e muito mais.

    Daniel de Oliveira / Saquarema – RJ


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