Jornada Nacional da Juventude Trabalhadora da CUT buscará demanda dos/as jovens na base

Na semana em que os/as trabalhadores/as estarão realizando uma greve geral em toda Europa contra as medidas de austeridade, cortes nas políticas públicas e benefícios sociais e aumento do desemprego, sempre com maior incidência contra os/as jovens, o Coletivo Nacional de Juventude da CUT estará reunido em São Paulo com o objetivo de organizar e aglutinar as ações para o próximo período.

A partir do acúmulo da última gestão e do planejamento realizado pela executiva nacional da CUT, o Coletivo construirá e organizará as bases para a amplificação da Jornada Nacional da Juventude Trabalhadora em todo o País.

“Foi diagnosticado durante o planejamento da executiva a necessidade de se atuar e institucionalizar a organização da Central para dentro do movimento sindical. E foi com o intuito de superar este desafio que foi planejada esta Jornada Nacional, cujo objetivo é construir e propor claúsulas nas negociações coletivas sobre o tema da juventude a partir de três temas gerais: conciliação trabalho e estudo; igualdade de oportunidades; e saúde do trabalhador”, relatou o secretário de Juventude da CUT, Alfredo Santos Junior.

Números evidenciam que praticamente 55% dos jovens começam a trabalhar antes dos 14 anos, sendo que destes 60% não conseguem terminar os estudos. Normalmente, ocupam os postos de trabalho mais precarizados, sem garantia de direitos e benefícios, sofrendo assédio moral. “Com toda força de representação, toda a pulverização deste Coletivo com representantes de todo o País, queremos a partir desta jornada manter e ampliar o projeto iniciado na gestão anterior, com fortalecimento da estrutura da CUT para dentro do movimento sindical, construindo claúsulas de negociações coletivas, políticas que cheguem de fato a ponta da base. Precisamos enfrentar os problemas a partir do local de trabalho, com os jovens trazendo as suas demandas para serem incorporadas à nossa pauta de ações”, pontuou Alfredo.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, salientou que com o projeto da Jornada em mãos será fundamental o trabalho de formação, conscientizando e capacitando os/as dirigentes para que levem este debate ao local de trabalho e lutem para incluir em suas negociações coletivas as demandas dos/as jovens trabalhadores/as.

Ao recordar que a Central completará 30 anos no próximo ano, Vagner destacou a necessidade de renovação dos quadros no movimento sindical brasileiro. “É preciso entender a juventude como o presente e o futuro da nossa central. Vivemos, sim, uma conjuntura diferente diante de todas as inovações tecnológicas com outras perspectivas e influências culturais. Presenciamos uma burguesia, uma direita que controla os meios de comunicação manipulando as informações e afastando cada vez mais o jovem da participação política e pior: num processo de deformação de caráter, transformando parcela da juventude em cidadãos intolerantes, conservadores e reacionários”, lamentou.

Para modificar este cenário hegemônico, será fundamental no próximo período o engajamento do conjunto da classe trabalhadora, dos/as jovens e de toda sociedade brasileira na luta pela democratização da comunicação.

Assim, a secretária de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, conclamou os representantes do Coletivo Nacional de Juventude para que se apropriem do debate e levem para suas bases a campanha ‘Para expressar a liberdade – Uma nova lei para um novo tempo’ organizada pelo FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) que visa a aprovação de um novo marco regulatório, garantindo o livre direito à comunicação e a liberdade de expressão para todos os cidadãos e cidadãs.

“A comunicação é um direito de todos/as brasileiros/as. A juventude precisa entender a estrutura, que é arcaíca com leis relacionadas à época da ditadura, e ter clareza sobre o papel de influência e formadora de opinião que a comunicação exerce. Por isso, fazemos um chamado para que todos/as aqui presentes se apropriem e levem a Campanha para suas bases, ocupando os espaços de discussão e articulando ações junto aos movimentos sociais. A aprovação de um novo marco regulatório é fundamental para consolidarmos uma nova comunicação, que permita aos jovens, negros, mulheres no campo se expressarem livre e democraticamente”, declarou a dirigente.

“Se estamos vivendo um novo tempo na democracia brasileira não podemos aceitar mais a criminalização dos movimentos sociais, o preconceito contra os jovens, mulheres e negros, o julgamento midiático de uma ação penal. Precisamos de uma nova Lei para a comunicação e isso demanda grande mobilização e pressão. Fazer um processo igual ao que ocorreu na Argentina, onde somente com a mobilização social, com a elaboração e organização de uma proposta, e a vontade política da presidenta Cristina Kirchner foi possível aprovar a Lei de Meios”, complementou Rosane.

Ao fazer um balanço da última gestão, a diretora executiva da CUT e ex-secretária nacional de Juventude, Rosana Sousa, recordou os desafios para a construção das políticas a partir da recém-criada Secretaria, num trabalho coletivo e conjunto, destacando que com a consolidação, o tema passou a fazer parte do debate nas direções estaduais e nos ramos, com o conjunto de dirigentes sindicais.

“Fortalecemos também nossas relações com o conjunto dos movimentos sociais juvenis, apresentando as reivindicações da juventude trabalhadora e influenciando na construção de novas políticas. Ocupamos espaços importantes como a construção da Plataforma da Classe Trabalhadora, da Agenda Nacional do Trabalho Decente, participação propositiva no Conselho e na Conferência Nacional de Juventude e, internacionalmente, quando ocupamos a coordenação do Comitê de Jovens da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul e fomos eleitos por unanimidade como representante titular no Comitê de Jovens da CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas)”.

Já Maria Julia Nogueira, secretária de Combate ao Racismo, destacou o processo de transversalização ocorrido no último período entre as secretarias nacionais, que permitiu agregar e potencializar as diversas políticas implementadas pela Central. “Processo este que deverá ser fortalecido nos próximos anos. Estatísticas mostram que os jovens são as principais vítimas do desemprego, precarização e violência. Portanto, as políticas para a juventude passam pelo fortalecimento das ações de combate ao racismo, de saúde do trabalhador, trabalho decente, entre outras”, apontou a dirigente.

Para o secretário-adjunto de Administração e Finanças da CUT, Aparecido Donizeti, são três os desafios para o próximo período: manutenção das políticas executadas no último mandato; sensibilização dos dirigentes sindicais sobre a importância da juventude; planejamento como uma reponsabilidade de todas as secretarias da CUT.

Ele lembrou que nos dias 21 e 22 de novembro há uma gande possibilidade do Congresso Nacional colocar na pauta de votação três projetos de suma importância para a classe trabalhadora e, respectivamente, para a juventude. Votação do fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho;  e terceirização. “Isto demanda um estado de atenção e mobilização permanente de todos/as”, pontuou.

Fonte: CUT Nacional

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