Arquivo para fevereiro \24\UTC 2011

Jovens sindicalistas da cebtral sindical norte americana realizam intercâmbio com juventude da CUT

Fonte: CUT Nacional

Uma delegação de jovens da central sindical norte-americana AFL-CIO participa desde segunda-feira (21) de um intercâmbio com a juventude da CUT.

Esta é a primeira vez que há um intercâmbio formal de jovens na AFL-CIO e a escolha do Brasil foi, conforme relato dos próprios dirigentes, devido a experiência de organização da juventude brasileira, em especial a organização dos jovens na CUT.

Para Rosana Sousa, secretária de Juventude da CUT, “é muito importante o reconhecimento legal da Central como referência na organização da juventude a ponto de uma entidade internacional vir conhecer a nossa realidade para extrair e agregar valores levando esta rica experiência para seu país, o que ajudará na consolidação e nos avanços das políticas voltadas aos jovens.”

“É gratificante poder contribuir para a organização de jovens num país como os Estados Unidos, que tem hoje altos índices de desemprego, com a juventude trabalhadora sendo a grande prejudicada. A ideia é mostrar a nossa experiência e reivindicar políticas públicas que combatam a precarização e a pobreza juvenil”, destaca Rosana.

Realidade norte-americana

Nesta terça-feira (22), os dirigentes da entidade fizeram uma pequena apresentação sobre a estrutura e a participação dos jovens no movimento sindical norte-americano.

Segundo relata Gladys Cisneros, membro da juventude da AFL-CIO, os dirigentes possuem grande dificuldade em promover o sindicalismo no país, uma vez que o reconhecimento dos sindicatos é voluntário por parte dos trabalhadores e muitas vezes boicotado pelas empresas.

Ela falou também sobre o relatório “Jovens Trabalhadores: uma década perdida”, produzido pela entidade em 2009, sendo o primeiro estudo sobre a juventude trabalhadora.

Nesta pesquisa constatou-se que 24% dos jovens não conseguem pagar as suas contas. Já o poder aquisitivo do jovem norte-americano é 30% maior quando está no sindicato. Mas no total de sindicalizados, apenas 4,3% tem entre 16 a 24 anos.

Gladys lembra que no mesmo ano foi aprovada uma resolução da AFL-CIO onde ficou definido que as entidades deveriam investir na juventude em todos os estados, principalmente em formação. Já em 2010, a entidade realizou a sua 1ª Conferência Nacional de Jovens, que contou com a participação de mais de 400 jovens de 26 estados.

Tahir Duckett, membro da Working America, entidade filiada a AFL-CIO, afirmou que os jovens norte-americanos estão hoje em uma situação pior que as dos seus pais, lembrando que não há hoje perspectiva para novos empregos, planos de saúde, e outros direitos sociais e econômicos.

“É aí que eu faço uma comparação entre a nossa realidade com a dos jovens tunisianos e egípcios que ajudaram a derrubar os regimes ditatoriais instalados em seus países. Ambos são jovens, sem empregos e oportunidades. Em todos esses países, a economia não consegue gerar empregos suficientes para absorver a mão de obra jovem, o que gera uma mobilização nacional e a luta por melhores condições de vida.”

Ele destacou que a AFL-CIO vem lutando para mudar essa realidade com ações como a criação de um conselho consultivo dos diretores jovens que tirou uma estratégia de organização baseada em quatro eixos:

– Construção de um grupo para organizar jovens no local de trabalho e no sindicato;

– Treinamentos para formar novas lideranças sindicais;

– Montagem de uma estratégia de comunicação que se identifique com a linguagem dos jovens;

– Trabalhar na construção de novas formas de organização de jovens.

Experiência dos bancários e dos químicos no Brasil

Durante o encontro, Adriana Magalhães, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e Rodrigo Franco Leite, do Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista, expuseram as formas de organização da categoria.

Os dirigentes ressaltaram que os bancários são a única categoria no Brasil a ter um acordo coletivo nacional que representa tanto o setor público como privado. Falaram também sobre as conquistas para os jovens instituídas na convenção coletiva, como a clausula para abono de falta do estudante.

Já Alex Fonseca e Carlos Brito (Carioca), do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Márcio Cruz (Bob), do Sindicato dos Papeleiros de Mogi falaram sobre a realidade no setor químico, um dos ramos pioneiros no que tange a organização da juventude, trazendo dados de pesquisas para mostrar a atual distribuição da juventude.

Semana de atividades

A partir desta quarta (23), os dirigentes da AFL-CIO estão em Recife, onde a juventude da CUT apresenta algumas experiências de organização, com destaque para a Plataforma por políticas públicas para a juventude a e recente constituição da Secretaria Nacional.

A delegação norte-americana conhecerá também a experiência da Escola Sindical Nordeste, a política de formação da juventude e a relação estabelecida entre a juventude da CUT e os movimentos sociais juvenis.

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E a vida? E a vida o que é, diga lá meu irmão…

As vezes fica parecendo que é apenas mais do mesmo. Porém, quando o assunto é a vida de trabalhadores não podemos nos calar.

Denúncias em Boletins, Assembléias, Mobilizações, Paralisações, todos os mecanismos de luta sindical foram utilizados na tentativa de sensibilizar a empresa de que a segurança de sua força de trabalho é mais importante do que qualquer índice de produção.

Contudo, temos a impressão de que estamos perdendo essa luta. Pelo menos é o que mostram os números de acidentes e mortes no Sistema Petrobras.

O Sindipetro NF nos apresenta o que pode ser a nossa salvação. Nos resta agora apelar para a Justiça Burguesa, como diriam nossos antigos companheiros do movimento sindical.

Ideologias a parte, o que importa é que a petrobras tem sido notificada e suas plataformas interditadas por falta de segurança.

Na última semana, através do relato dos petroleiros da plataforma Cherne 2, o Sindipetro NF tomou conhecimento das péssimas condições de trabalho e do estrago causado pelo incêndio ocorrido na unidade, no dia 19 de janeiro.

Diante do total desrespeito, os petroleiros da unidade realizaram uma assembléia, e enviaram ao Sindipetro NF um documento com registros de toda a situação que imediatamente protocolou denuncia nos órgãos fiscalizadores, que iniciaram a devida inspeção e interditaram a plataforma.

A interdição foi feita por auditores fiscais da SRTE (Superinterintendência Regional do Trabalho), com o acompanhamento do Sindipetro NF, porém, a Petrobrás divulgou nota afirmando que teria iniciado o procedimento de parada da plataforma, sem que esta medida fosse solicitada pelo sindicato.

A FUP e o Sindipetro NF esperam que esta situação seja solucionada , sem maiores problemas, que muitas vezes ferem ou tiram a vida de trabalhadores. Os representantes da Federação e de todos os sindicatos também parabenizam a unidade dos petroleiros da PCH-2, fato que só enriquece a organização sindical, e faz a empresa entender que os trabalhadores do Sistema Petrobrás não abrem mão dos seus direitos, e que nem através de coação ou assédio moral, a luta por condições seguras de trabalho vai esmorecer.

Veja aqui a entrevista com o Coordenador do Sindipetro NF, José Maria Rangel.

FUP participa do Fórum Social Mundial 2011

Após 10 anos da construção de outro mundo possível, o Fórum Social Mundial volta à África, entre os dias 06 e 11 de fevereiro, na capital do Senegal, Dakar, com um cenário totalmente diferente de 2001. De lá pra cá, o mundo mudou, a crise do capitalismo levou a estagnação de grandes potências, o neoliberalismo perdeu sua legitimidade, os países sul americanos superaram-se e voltaram a crescer.

Diante deste fato, a 11ª edição do evento tem como foco principal, dar continuidade à construção de outro mundo possível, em busca de melhoria das condições de vida e trabalho na América Latina, que nos últimos 10 anos, elegeu presidentes com compromissos de construção de modelos alternativos ao neoliberalismo.

No Fórum de Dakar, questões relacionadas ao contexto africano, como o lugar da África no mundo e na crise terá destaque nos debates. Entre os objetivos do Fórum, está a potencialização da capacidade de organização dos movimentos sociais africanos, para que através de estratégias de reconstrução social, econômica e política, seja criado um novo espaço de desenvolvimento no país.

Os movimentos sindicais e sociais debaterão novas perspectivas para erradicação da crise social mundial, sob os pontos de vista da desigualdade, da pobreza e da discriminação, enquanto a crise geopolítica será discutida em relação às guerras, conflitos e ao acesso às matérias primas. A crise ambiental e questões sobre liberdade, democracia da cultura e comunicação também serão analisadas com profundidade no FSM.

Durante todo o Fórum, a FUP estará presente no Espaço Casa Brasil, onde será apresentado o MOVA Brasil, projeto de alfabetização de jovens e adultos, desenvolvido desde 2003, pelo Instituto Paulo Freire, com a parceria da FUP e Petrobrás. Além disso, a convite do Grupo de Apoio e Reflexão ao FSM, o coordenador da Federação, João Antonio de Moraes, representará os petroleiros nos debates dos dias 08 e 09, cujo tema será relacionado à agenda da transformação social e aos novos paradigmas alternativos à civilização industrial, produtivista e consumista. Os representantes da FUP também vão expor a importância da luta pela soberania nacional através da campanha “O Petróleo tem que ser Nosso”.

 

Declínio do PIG: Folha de São Paulo perde liderança

Por Caroline Cavassa

Assim como o Jornal Nacional, que encerrou o ano de 2010 com a pior audiência de sua história, o jornal Folha de São Paulo, que há 24 anos tinha hegemonia absoluta, agora perde a liderança e credibilidade.
O declínio de vendas da Folha de São Paulo retrata uma espécie de feitiço contra o feiticeiro, ou seja, os efeitos do jornalismo sem ética, praticado de forma descarada pelo jornal, no último processo eleitoral de 2010, só causou descrença nos leitores, que a cada dia, recorrem a outros meios de comunicação, como a internet, e jornais alternativos.

A notícia que evidencia a queda de um dos veículos do PIG (Partido da Imprensa Golpista, foi divulgada na coluna “Em pauta”, do boletim “Meio e Mensagem”, que na última segunda-feira, 24, publicou o ranking dos dez jornais de maior circulação em 2010 e suas respectivas médias por edição.

A matéria também explica que ainda faltam alguns dados relativos a dezembro, para que o Instituto Verificador de Circulação (IVC) feche seu balanço com o desempenho dos jornais brasileiros em 2010. Apesar disso, os números já finalizados mostram que a Folha de São Paulo realmente perdeu a liderança, que perdurava desde 1986.

Crescimento dos jornais “populares”

Embora já tivesse perdido a liderança em alguns meses, esta foi a primeira vez que o jornal sucumbiu no consolidado de um ano. O topo do ranking em 2010 foi do Super Notícia, título popular de Belo Horizonte. Enquanto a Folha manteve estabilidade, na casa dos 294 mil exemplares por edição, o Super Notícia cresceu 2%, atingindo média de 295 mil.
Meio & Mensagem publicou o ranking dos dez jornais de maior circulação em 2010 e suas respectivas médias por edição:

1º) Super Notícia: 295.701;
2º) Folha de S. Paulo: 294.498;
3º) O Globo: 262.435;
4º) Extra: 238.236;
5º) O Estado de S. Paulo: 236.369;
6º) Zero Hora: 184.663;
7º) Meia Hora: 157.654;
8º) Correio do Povo: 157.409;
9º) Diário Gaúcho: 150.744;
10º) Lance: 94.683.

 



 

Este é um espaço reservado para denúncias de práticas antissindicais, assédios e ataques a direitos.

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